E se abrirmos a moldura?

E se abrirmos a moldura?

A situação que nós, brasileiros, estamos vivendo nos oferece excelentes oportunidades para o nosso próprio desenvolvimento.

São realmente grandes as oportunidades, mas será necessário ativarmos todos os nossos sentidos para percebermos,com clareza,o que está acontecendo.

Ou seja, quem se dispuser a sair do conforto do seu piloto automático do reducionismo “concordo/discordo”, quem quiser ir além da sua moldura, tão linda e lustrosa quanto bitolante, irá observar (e construir)  as grandes oportunidades.

Mas é preciso coragem para sair do “mesmo”. Mesmo pensar, mesmo pânico com a crise, mesmo padrão de se perceber somente como consequência de algo, do mesmo pensamento colonizado e colonizante para a escassez.

A curto prazo, bem curto mesmo, profissões e profissionais que se relacionam com o controle de custo estarão em evidência. Apostar em correr para dominar as teorias e métodos de gestão financeira (cursos, MBAs, on the job…) poderão trazer boas oportunidades para os próximos anos.

Mas e então…? Viveremos por mais 3, 4, 5 anos? Apenas isso?

O mesmo mapa mental que produziu a situação real e atual produzirá outras parecidas. Isso é um padrão.

A obra que coproduzimos não está nos agradando? Não?

Talvez não seja suficiente ficarmos dando outras pinceladas. A obra seguirá sendo a mesma.

E se abríssemos a sua moldura?  Sim. Abrirmos a moldura.

Quem quer correr esse risco? O risco de não mais poder sentar no banco entre os iguais,  entre os que preferem viver como consequência de uma estrutura.

Os que decidem correr o risco de abrir esta moldura assumirão a responsabilidade pela obra (individual e coletiva).

A obra que coproduzimos não está nos agradando? Não?

Talvez não seja suficiente ficarmos dando outras pinceladas. A obra seguirá sendo a mesma.

E se abríssemos a sua moldura?  Sim. Abrirmos a moldura.

Quem quer correr esse risco? O risco de não mais poder sentar no banco entre os iguais,  entre os que preferem viver como consequência de uma estrutura.

Os que decidem correr o risco de abrir esta moldura assumirão a responsabilidade pela obra (individual e coletiva).

As duas primeiras eras revolucionaram a economia mundial com as linhas de produção em massa e com os produtos da chamada Economia do Conhecimento ou da Informação, como por exemplo, os programas de computação.O escritor americano Daniel H. Pink nos ajuda lembrando que nos últimos 150 anos passamos sucessivamente da Era Industrial à Era do Conhecimento e que agora estamos construindo a Era Conceitual.

O padrão que produziu estas duas eras (análise sequencial e lógica) se mantém necessário, porém já é insuficiente.

Segundo Pink, a Era Conceitual representa a era do pensamento criativo, intuitivo e integrativo.

“Os engenheiros precisam encontrar a forma para que as coisas funcionem. Mas se essas coisas não forem ao mesmo tempo agradáveis para os olhos ou necessárias para a alma, poucos irão comprá-las”.

Já o argentino Andrés Oppenheimer, em seu livro “Basta de Histórias”, afirma que escolas de negócios dos EUA e Japão estão integrando progressivamente mais cursos e disciplinas de arte, design, filosofia e até espiritualidade(!).

Os finlandeses, em 2009, no lugar de colocar cursos de arte, filosofia e afins nas suas universidades, decidiram criar a Universidade da Inovação, integrando todas essas carreiras,desde a sua base,numa só estrutura.

Estes são alguns exemplos que delineiam tendências interessantes, não excludentes, mas muito integrativas entre si, ou seja, entre as abordagens dominantes até agora e as abordagens mais fluídas.

Oppenheimer afirma ainda que temos a oportunidade de caminhar para uma sociedade conceitual, uma sociedade de 

reconhecedores de tendências e criadores de sentido.

O mercado de trabalho solicita e ao mesmo tempo oportuniza que os profissionais integrem a lógica do consumo ao sentido deste consumo, colocando para dialogar as demandas do business com as demandas do humano, da alma. Assim será possível encontrar caminhos, soluções,serviços e produtos verdadeiramente inovadores e sustentáveis (pelo menos, por mais algumas décadas).

Em síntese, aquele conforto do “sou das exatas” ou “sou das humanas” já não nos oferece mais respostas, perdeu o seu sentido. Sim, cumpriu um importante papel, mas é hora de nos desapegarmos dele.

Profissionais lógicos que dominam números, serão muito mais bem sucedidos se também entenderem de gente, filosofia, arte e da busca pelo sentido.

E se estes profissionais integrarem essas realidades ao seu modo de ser e de pensar, estes sim, darão o grande pulo do gato.

Por Andréa Ribas.

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